Há anos, um processo de admissões no Banco de Portugal

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Hoje em dia, como se sabe, o Banco de Portugal não tem problemas em gerir os processos de admissão de pessoal, sobretudo quando recorre ao convite.

Mas há uns anos, tinha por vezes dificuldades em gerir os processos de selecção que lançava periodicamente.

Uma das interessadas contou-me que uma vez, necessitando o BdP de  técnicos com boa formação em estatística e econometria, lançou um processo de selecção específico para esta área a que concorreram diversos assistentes universitários, interessados numa entidade empregadora com melhores perspectivas de carreira.

A selecção decorreu em duas fases: uma espécie de prova psicológica, eliminatória,  em que o grupo de candidatos discutia um tema na presença de um psicólogo, a que se sucedia uma prova de conhecimentos.

Em grandes linhas, aconteceu que os universitários foram eliminados na prova  psicológica e que os não-universitários foram eliminados na prova de conhecimentos.

Quando  leio sobre a PACC dos professores – ou dos licenciados em ensino que querem aceder à docência – lembro-me desta história.

Sendo um defensor da realização de provas de conhecimentos no acesso à docência e a outros percursos profissionais, vejo pouca utilidade na prova de cultura geral arraçada de psicotécnico que     foi aplicada em primeiro lugar.

Quem sabe se na “prova geral” terão sido eliminados candidatos que passariam facilmente nas provas de conhecimentos ?

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Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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