Redução do número de deputados a 62 : uma proposta de 1923

Ezequiel de Campos e Quirino de Jesus no seu trabalho “A Crise Portuguesa” publicado em 1923 (Ver Ezequiel de Campos, Textos de Economia e Política Industrial Portuguesa 1918-1944, introdução de Fernando Rosas,  Banco de Portugal, 1988, p. 99) propõem um “legislativo menos numeroso, que é o mesmo dizer mais barato  e de muito melhor trabalho” . Nada de novo debaixo do Sol.

Distribuição por distritos da Metrópole: Viana do Castelo, 3; Braga, 4; Porto, 9; Vila Real , 3; Bragança ,1 ; Aveiro, 4; Coimbra, 3; Viseu, 4; Guarda, 2; Castelo Branco, 2; Leiria, 2; Santarém, 3; Lisboa, 14; Portalegre, 1; Évora, 2; Beja, 1; Faro, 2. Total da Metrópole: 60 – Açores e Madeira não eram Metrópole, ficariam cada um com 1, Total 62.  (Omito aqui os 8 deputados das colónias, 1 por cada colónia).

Os autores andavam na altura a fornecer a ideias à  Seara Nova e a outras instâncias reformistas. Mais tarde aderiram ambos ao Estado Novo e à União Nacional, tendo o número de deputados sido, entre 1934 e 1945, fixado em  90, em círculo nacional (Ver J.M Tavares Castilho, Os Deputados à Assembleia Nacional (1935-1974), Assembleia da República e Texto Editores, 2009).

A história ficaria por aqui não fora o critério explicitado pelos autores:  “Para a nossa população de maior idade que sabe ler e escrever corresponde a um deputado por 10.000 pessoas”.  Hoje seriam 700 ou 800 deputados. Dá que pensar.

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Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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