Por uma “Lei Espírito Santo”

Quando foi do BPN e se quis fazer uma Lei de Nacionalização fez-se simultâneamente, em tempo recorde, uma Lei-Quadro.

Não me parece que seja de nacionalizar o BES, aliás nunca se deve nacionalizar o que se não conhece,  já bastou a nacionalização do BPN e a  entrada no capital do  BANIF mas não podemos ficar à espera de que a confusão no universo Espírito Santo alastre. E há sempre a hipótese de  Vítor Bento e Companhia, que resolveram aguardar  que o BES apresente contas do 1º Semestre, nunca chegarem a iniciar funções.

Portanto sugiro que por via legislativa – eventualmente alargando a possibilidade de aplicação desta e doutras medidas ao conjunto do sistema financeiro – se decrete o SEQUESTRO da participação do Espírito Santo Financial Group no BES  por forma a acautelar

– o reembolso dos créditos concedidos pelo BES à casa-mãe e a outras empresas do grupo;

– idem, o reembolso do papel comercial colocado pelo BES junto dos seus clientes.

Actualização a 18/7/2014: entretanto, segundo o Diário Económico, 15 % das acções do BES foram dadas como garantia à CGD de uma dívida do Espírito Santo Financial Group, . O Ministério das Finanças sabia ? Concordou ? Bom se a CGD ficar com elas será a maior participação individual no capital do BES.

 

 

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Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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