Um professor de finanças públicas na televisão

Vi   na 4 ª feira  à noite a entrevista de Paulo Trigo Pereira a José Gomes Ferreira

Muito importante a referência à inconsequência de as despesas com os subsídios de férias e Natal  das autarquias poderem ser substituídas por outra despesa.

Já havia focado isto em dois posts, por exemplo neste

https://ivogoncalves.wordpress.com/2011/11/11/falta-serenidade-ao-debate-orcamental/

é muito importante que um Professor de Finanças Públicas, para mais alguém cujo doutoramento se fez, creio, nas  Finanças Locais, o diga.

Nenhum partido o vai dizer.

Paulo Trigo procurou não se alargar sobre mercado de trabalho alegando, com honestidade, não ser especialista.

Falou de concertação social, procurando salientar a importância de um acordo com a UGT, explicando bem o seu ponto de vista.

Contudo, foi extremamente infeliz na forma como distinguiu as duas confederações: dizer que a CGTP se caracteriza pelo conflito, pelas greves, pelo recurso aos tribunais, mostra má informação.  E afinal a UGT subscreveu os pre-avisos das duas últimas greves gerais e a sentença dos CTT foi conseguida por um Sindicato “Democrático” . Isto é, da UGT.

Considerar que o recurso aos Tribunais é sinal de extremismo é uma característica do atraso português. Vejam os States…

Uma entrevista deste tipo tem de ser preparada pelo entrevistado se não é político profissional, aliás José Gomes Ferreira apertou-o sobre os cortes salariais insinuando que o académico poderia não ver claro por ser profissionalmente afectado. Havia boas respostas possíveis, mas não foram dadas.

Declaração de interesses: não estou filiado em nenhum Sindicato da CGTP, mas assinei a Petição promovida, entre outros, por Paulo Trigo Pereira e André Freire.

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Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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