Tráfico de influências

A Associação “Transparência e Integridade” ainda há dias animou a comunicação social com informação actualizada sobre Portugal e os índices de percepção da corrupção.

Tendo presentes casos que chegaram ao meu conhecimento durante a  actividade profissional que desenvolvi e outros de que não tenho conhecimento directo, mas que têm vindo a público, gostaria de chamar a atenção para a seguinte situação tipo :

Membro de governo (ministro ou secretário   de estado) de uma pasta política procura influenciar  comportamentos de membro de governo de uma pasta económica (realização de despesas, cobrança de receitas, administração de património) ou de serviços sob a  dependência deste último,

através de uma de três modalidades:

– pedido de que o destinatário da diligência  observe um determinado comportamento;

– pedido de que o destinatário da diligência se abstenha de um determinado comportamento;

– simples pedido de que o destinatário da diligência receba um determinado indivíduo ou entidade.     

Esclareço que não estou a falar do Face Oculta nem  dos seus protagonistas.  Mas perante as descrições da comunicação social, surgiu-me uma certa sensação de déja vu.

E nasce-me um certo desejo de falar de casos até agora pouco divulgados.

Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
Esta entrada foi publicada em Cidadania, Economia, Empresas, Gestão. ligação permanente.

Uma resposta a Tráfico de influências

  1. Carlos Paz diz:

    Ivo, são muitos os casos. Demasiados. De todas as cores!

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