Louçã apela a greve dos comerciantes

Nos on lines, com origem na Lusa

O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, fez hoje um apelo aos trabalhadores dos setores bancário e do comércio para que adiram em massa à greve geral de 24 de Novembro, jornada que disse representar o “renascer da democracia”.
Francisco Louçã falava no encerramento do VII Encontro Nacional sobre Trabalho, numa intervenção em que caracterizou a greve geral convocada pela CGTP-IN e UGT “como o momento culminante do renascer da democracia”.
“Renascer a democracia é pôr a democracia onde ela deve estar, porque a democracia é das pessoas, para as pessoas e pelas pessoas. Este país tem de ter o dia da dignidade para se opor à brutalização da vida social”, disse o deputado do Bloco de Esquerda.
Francisco Louçã sustentou que terá de haver “um persistente trabalho” para fazer a greve geral.
“Sabemos dos pontos fracos das greves anteriores: A banca não fechou e o comércio não fechou. Estamos convencidos que, hoje, um trabalhador de um banco tem muito mais razões para estar na greve e que um comerciante tem todas as razões para ser solidário com esta greve, porque vão destruir o comércio com o aumento do IVA dos 13 para 23 por cento”, apontou Francisco Louçã.”

Loução passa dos trabalhadores, que no imediato vão alombar com o aumento do horário de trabalho, para os patrões, aos quais o aumento de IVA vai prejudicar o negócio. Mas o IVA de 13 % não era na restauração ?

Se as bombas de gasolina, as lojas, os restaurantes…que não sejam propriedade de cadeias, fecharem no dia 24, teremos uma greve à medida daquelas que o Bazar de Teerão fez contra o Xá.  No entanto, Louçã não é Sandjabi nem Khomeini, e duvido que o apelo seja acatado.

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Sobre ivogoncalves

65 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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