O PREMAC e a racionalização da rede de ensino superior

Nos jornais de hoje Nuno Crato promete ter em conta a fraca procura de alguns cursos de politécnicos do interior aquando da “racionalização da rede”.

Os politécnicos queixam-se dos resultados das provas finais do secundário…dos quais beneficiaram, diga-se, em 2008.

Mas parece é que o Ministro já lhes fez a folha: no quadro do PREMAC relativo às estruturas do MEC anota-se que não inclui o “sistema universitário” e a “rede escolar”.

Ou Nuno Crato se rendeu à forma como a comunicação social (sobretudo as televisões que passam declarações de Santana Castilho) considera tudo “universitário” ou  fez mesmo a folha ao politécnico. Todo, e não apenas o do interior. Tendo presente o antecedente ( Programa do Governo), suspeito que estamos perante a segunda alternativa.

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Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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Uma resposta a O PREMAC e a racionalização da rede de ensino superior

  1. Hmmm… a juntar o texto publicado no Expresso de 20/8/2010 sobre a necessidade de integrar os politécnicos nas universidades? Estamos assim a caminhar para o que se passou em Inglaterra e 1992 com o “Further and Education Act”. A estratégia Europa 2020 diz que temos de aumentar o número de diplomados. O programa do Governo para o Ensino Superior não possuía uma reflexão desenvolvida sobre estas matérias. Se calhar está na hora de se pensar no modelo das Universidades Regionais (que existem a nível europeu e há estudos sobre o seu impacto).
    E como ficamos em termos de transição de vínculos? Que legislação existe que possa interessar sobre a matéria da mobilidade, aplicável aos docentes do Ensino Superior?

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