Miguel Relvas e o Instituto Português do Desporto e da Juventude

Segui com interesse na altura, até por razões de actualização do programa de Gestão do Sector Público que leccionava no Instituto Superior de Gestão, a tentativa de Miguel Relvas de “regionalizar” através do recurso à figura das associações de municípios em alternativa à criação de novas  pessoas colectivas territoriais. Um governante com iniciativa, não é de admirar que se tenha adiantado agora no “trabalho de casa” relativo à reestruturação dos Ministérios.

Admito que haja vantagens na fusão dos Institutos relativos à Juventude e ao Desporto. A minha impressão de que a reunião da Juventude e do Desporto é uma característica de regimes totalitários resulta certamente de má informação e de recordações anteriores ao 25 de Abril.  Não se deve contudo esquecer que a problemática da Juventude vai muito além da do Desporto e que o Desporto não interessa apenas à Juventude. Veremos se é possível fundir e poupar sem sacrificar linhas de trabalho.

Curiosamente, é um dos principais legados do período de Cavaco Silva que é posto em causa. O Ministério da Juventude, liderado por Couto dos Santos, criou a orgânica da “Juventude”, incluíndo a Fundação para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação, de forma totalmente autónoma do Desporto, onde Mirandela da Costa liderou durante longos anos a DG Desportos, depois Instituto, num consulado a que os seus  Vice-Presidentes (relembro o nome de Aliete Costa) e um processo judicial acabaram por pôr fim.

Quanto aos despedimentos, julgo serem possíveis no caso das estruturas que tinham regime de direito privado: 

https://ivogoncalves.wordpress.com/2011/08/01/como-pedro-passos-coelho-ve-a-administracao-publica/

Será que vai haver alienação ou cessão de exploração de activos ? Vou ler com atenção o que for publicado.

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Sobre ivogoncalves

65 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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