Batalha pela produtividade no Serviço Nacional de Saúde britânico

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Os gestores do sistema público de saúde do Reino Unido (NHS, sigla em inglês) estão a adiar deliberadamente operações, para poupar nos custos, até um ponto em que os pacientes acabam por morrer ou desistir e pagar do seu próprio bolso as intervenções cirúrgicas em estabelecimentos privados.

A denúncia foi feita pelo Painel de Cooperação e Competição, uma organização não governamental (ONG) que vigia e aconselha o NHS. O estudo deste organismo diz que os serviços de gestão dos hospitais estão a “impor dores e inconveniência” ao obrigar os pacientes a esperarem mais do que o necessário, por vezes até quatro meses, escreve o Daily Telegraph.

A táctica, diz aquela ONG, é apenas uma de muitas que os gestores usam e que “limitam excessivamente” os direitos dos pacientes e a possibilidade de os hospitais competirem entre si na realização das cirurgias, precisamente uma das bases da reforma da saúde que o governo britânico quer levar a cabo. O problema tornou-se mesmo “endémico” em várias áreas de Inglaterra. “Os gestores têm um trabalho difícil no clima financeiro actual, mas os direitos dos pacientes são muitas vezes limitados sem uma razão válida e visível”, afirmou o presidente do painel, Lord Carter of Coles.

“É chocante que os serviços de saúde primários estejam a impor tempos de espera mínimos. A sugestão de que se pode poupar dinheiro porque os pacientes saem da lista [de espera] por optarem pelo privado ou por morrerem é uma manipulação caluniosa e cínica das vidas das pessoas que não pode ser tolerada”, vincou Katherine Murphy, directora executiva da Associação de Pacientes.”

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Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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