Mr. Gaspar

A conferência de imprensa sob a forma de aula (ou vice-versa) dada por Vítor Gaspar na passada 5 ª feira, já mereceu alguns sorrisos de Marcelo Rebelo de Sousa

– quanto à referência aos 50 anos de crescimento no Sec XX (Salazar, Marcelo e Cavaco com alguns períodos de orientação diferente);

– quanto à  importância dada às privatizações (depois de Cavaco, Guterres, Durão Barroso e Sócrates, diz Marcelo, e bem, que apenas haverá para privatizar “os restos dos restos dos restos”).

A mim impressionou-me particularmente a ligação entre investimento estrangeiro (cuja necessidade no modelo de Vítor Gaspar percebo) e privatizações, estabelecida pelo conferencista.

Mas se virmos bem, foram raros os casos de aquisição directa em sede de privatização por parte de investidores estrangeiros (há tomadas de participação em bolsa, em momento posterior) e algumas das empresas a privatizar estão elas próprias em processo de internacionalização, investindo no estrangeiro ou prestando serviços de consultoria. O que quer dizer que teremos talvez investidores de economias emergentes procurando adquirir know-how para os seus países de origem, num processo muito diferente no que normalmente justifica o investimento estrangeiro.

Vítor  Gaspar inspirou-me a impressão de que estava a ler uma cartilha que poderia debitar com as mesmas palavras como consultor da União Europeia na Sérvia ou na Albânia ou como consultor do FMI no Egipto.

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Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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