Ir ou não ir a despacho com a troika

Há pelo menos uma confederação patronal que se foi queixar da legislação laboral. O Presidente dos Presidentes de Câmara também pediu para ir a despacho explicando que são bem comportados, a culpa é da Administração Central.

Bem dizia há alguns anos que era mais simples  instalar cá um Governador Civil alemão. No tempo dos Filipes e do Junot   esta gente mostrou bem do que era capaz. 

Entretanto Daniel Oliveira e Rui Tavares lamentam que o PCP e o BE, sobretudo este último, não vão expressar as suas posições junto da troika.

Faria sentido fazê-lo no quadro de uma iniciativa política com significado.

Por exemplo, se tivesse havido uma coligação pre-eleitoral, ainda que restrita aos círculos onde nenhum dos partidos elegeu deputados.

Ou numa delegação conjunta  envolvendo  deputados de ambos os partidos ao Parlamento Europeu – p.ex. Miguel Portas e Ilda Figueiredo, inscritos no grupo parlamentar “confederal”    GUE/NGL que reune ambos os partidos. Seria um aviso de que eventuais medidas consideradas inaceitáveis seriam denunciadas a nível europeu.

No entanto tanto o PCP como o BE estão a centrar o seu discurso na tecla do FMI (dando continuidade à diabolização iniciada por  Sócrates, apesar de o camarada Dominique ser Director-Geral do Fundo). Só falta dizer que vem aí o imperalismo americano.

Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
Esta entrada foi publicada em Cidadania, Economia, História. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s