O segundo livro da poupança de Miguel Cadilhe

Nos seus tempos de Ministro das Finanças, Miguel Cadilhe publicou um muito divulgado livro da poupança.

Nestes 25 anos muitos  portugueses consumiram o rendimento que recebiam e até o que não recebiam, mas também, possivelmente inspirados por Miguel Cadilhe,  muitos pouparam.

Pelo artigo no Público de 16 de Abril, percebe-se que Cadilhe está a fazer um seguindo livro da poupança. Desta vez para nos tirarem o que poupámos.

Sugeriria um imposto “one shot” sobre a “net wealth” privada – isto é, uma tributação excepcional sobre todos os activos, líquidos de respectivos passivos, detidos por pessoas singulares e pessoas colectivas, qualquer que seja a natureza dos activos, com data-valor de 31/12 /2010. Para o efeito, o conceito de “activos” careceria de melhor apuramento, porque há activos de reserva e fruição, activos não afectos à actividade produtiva, etc. De qualquer modo, tratar-se-ia de uma medida fiscal isolada, transversal ao património de toda a sociedade civil, destinada socorrer uma deplorável situação da República que também é patrimonial – situação absolutamente condenável a todos os títulos, porém, é o que é. Estimo que uma taxa fiscal de 3% a 4% seria bastante para permitir a mencionada redução de uma boa dezena, dezena e meia, de pontos do rácio “DP/PIB”. Ao mesmo tempo, salvaguardaríamos isenções de base para os mais desfavorecidos, acautelaríamos eventuais faltas de liquidez dos contribuintes, evitaríamos duplas tributações

Aqui está concretizado o imposto sobre as grandes fortunas do BE.

Louçã poderia convidar Miguel Cadilhe para as listas e candidatá-lo a Presidente da Assembleia da República.

Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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