Daniel Bessa

Do site do SNESup:

“Daniel Bessa contra baixa de salários dos funcionários de qualificação mais elevada

Este  economista e professor da Universidade do Porto, escreve o seguinte na sua coluna do “Expresso”:

“No tempo de Salazar, ser funcionário público era a aspiração máxima de um português mediano. Não era muito bem pago mas conferia um estatuto, era reconhecido e, sobretudo, seguro. No pós 25 de Abril a função pública melhorou continuamente: manteve-se a segurança, os salários aumentaram, o estatuto e o reconhecimento não terão diminuído.

O auge deste processo ocorreu nos anos noventa, em que a massa salarial da função pública terá aumentado à taxa de 10 % ao ano. No início do milénio, os funcionários públicos, sobretudo os de menor qualificação, ganhavam muito mais do que os trabalhadores privados de igual qualificação. Os últimos anos corrigiram esta situação de forma dramática. Os salários baixaram, sobretudo os dos funcionários de qualificação mais elevada.

Perdeu-se o estatuto, o prestígio e a própria segurança. Os candidatos à reforma ultrapassam a capacidade de atendimento do sistema. Os melhores vão-se embora. Parece necessário pensar tudo de novo sem o que, um dia, não teremos função pública – um corpo profissional que se orgulhe de ter o Estado como empregador, por certo mais pequeno, mas muito mais qualificado, respeitado, motivado, eficiente e razoavelmente remunerado.”

O artigo, com o título “Função Pública”  é de 12 de Abril de 2008. Veremos o que escreverá o autor em 12 de Abril de 2011, depois de concretizada a anunciada redução de vencimentos dos funcionários de qualificação mais elevada.

6 de Outubro de 2010″

Sobre ivogoncalves

64 anos Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia, Mestre em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Doutor em Sociologia, especialidade de Sociologia Política, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Detém Diploma de Estudos Avançados (3º Ciclo) em História Moderna e Contemporânea da mesma instituição. Domínios de actividade profissional: Gestão Orçamental Pública, Auditoria e Fiscalização, Recuperação de Empresas como dirigente, técnico ou consultor e formador. Outros domínios de interesse: Sistemas de Informação. Docente do ensino superior de Setembro de 1976 a Maio de 1985 no Instituto Superior de Economia, e de Outubro de 1985 a Julho de 2010 no Instituto Superior de Gestão (integrado actualmente no Grupo Lusófona). Membro nº 15 da Ordem dos Economistas. Pertence ao Colégio de Economia Política e ao Colégio de Auditoria. Membro nº 1385 do Instituto Português de Auditoria Interna. Sócio nº 20831 da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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